sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

São Tomaz de Aquino



Quando criança de cinco anos, Tomás, ouvindo os monges beneditinos cantar os louvores a Deus, cheio de admiração, perguntou: "Quem é Deus?" Toda sua vida foi uma incomparável e insaciável procura do mistério de Deus!

Tomás nasceu em 1225 de uma nobre família do condado de Aquino, perto de Roma. Teve a oportunidade de receber toda a formação possível na época. Estudou, primeiro, no vizinho mosteiro de Monte Cassino e depois na Universidade de Nápoles, onde travou conhecimento com a Ordem Dominicana à qual quis filiar-se.

O jovem Tomás, com 19 anos, a fim de realizar este desejo, teve que enfrentar oposição cerrada da família, especialmente da condessa sua mãe. Para subtrair-se a ela, viajou, às escondidas, para Roma, encerrando-se no mosteiro dominicano de Santa Sabina, de onde pouco depois foi enviado a Paris.

Contudo, em sua viagem, foi detido por um pelotão de soldados, guiados por dois de seus irmãos, que serviam às tropas imperiais sediadas na Itália. Enviado ao lar paterno, no castelo de Roccaseca, Tomás ficou detido por ordem de sua mãe. Com isso esperava dissuadi-lo do serviço à Igreja. Os ambiciosos familiares o queriam destinar a um cargo político ou administrativo ou, pelo menos, a um rendoso ofício prelatício, ao passo que Tomás estava escolhendo uma ordem desconhecida, com o designativo de mendicante.

Toda a oposição resultou em vão. Apenas libertado, seguiu sua vocação. Esteve em Colônia para os estudos filosóficos e teológicos sob a direção do célebre mestre Alberto Magno. Passou depois para Paris, o maior centro de estudos superiores na Europa. Daí por diante sua vida foi inteiramente tomada pelo ensino e pela elaboração de suas obras filosóficas e teológicas.

"A curta vida de Santo Tomás (1225-1274) não foi de modo algum tranquila, como poderia fazer-nos pensar a magnitude de sua obra. Viajou continuamente e desempenhou várias funções: professor universitário, consultor da Ordem, pregador oficial. Em meio de tantas viagens e ocupações, lia, meditava e redigia suas obras. Sua Suma Teológica é uma das obras fundamentais do pensamento humano. Obra que marcou o rumo da orientação filosófico-teológica da Igreja durante meio milênio. Santo Tomás aparece assim como um dos grandes elaboradores do pensamento cristão. O esforço realizado pelos Santos Padres na incorporação da cultura clássica à mensagem cristã foi completado por Santo Tomás no campo filosófico, enxertando a filosofia de Aristóteles em seu sistema teológico".

A convite do papa, Tomás preparou liturgia, ofício e missa da solenidade do Corpo de Deus; resultou uma maravilhosa síntese de teologia eucarística e, ao mesmo tempo, um monumento de fé e de amor à presença de Cristo na Eucaristia.

Em 1274, Tomás foi convidado a participar do Segundo Concílio Ecumênico de Lião, mas a morte o surpreendeu em viagem, no dia 7 de março. Foi canonizado pelo Papa João XXII que, aos que objetavam que faltasse milagre no processo, respondeu: "Quantas as proposições teológicas que ele escreveu, tantos são os milagres que fez". Sua memória venera-se no dia 28 de janeiro, dia em que seu corpo foi trasladado para Tolosa, em 1369.

Exemplo de pureza de vida, de desapego das grandezas mundanas, de firmeza na vocação religiosa, de amor entranhado à oração e à contemplação, de fidelidade à Igreja, Santo Tomás, declarado Doutor Angélico, agigantou-se no firmamento do pensamento católico como as torres das catedrais góticas, a desafiar os tempos e a apontar para o mistério de Deus. [Extraído de O SANTO DO DIA de Dom Servilio Conti, páginas 53 e 54, Ó Editora Vozes, 1997]

Leitura: Hebreus (Hb 10, 32-39)

E o justo viverá por sua fidelidade

Irmãos, 32lembrai-vos dos primeiros dias, quando, apenas iluminados, suportastes longas e dolorosas lutas. 33Às vezes, éreis apresentados como espetáculo, debaixo de injúrias e tribulações; outras vezes, vos tornáveis solidários dos que assim eram tratados. 34Com efeito, participastes dos sofrimentos dos prisioneiros e aceitastes com alegria o confisco dos vossos bens, na certeza de possuir uma riqueza melhor e mais durável.


35Não abandoneis, pois, a vossa coragem, que merece grande recompensa. 36De fato, precisais de perseverança para cumprir a vontade de Deus e alcançar o que ele prometeu. 37Porque ainda “bem pouco tempo, e aquele que deve vir, virá e não tardará. 38O meu justo viverá por causa de sua fidelidade, mas, se esmorecer, não encontrarei mais satisfação nele”. 39Nós não somos desertores, para a perdição. Somos homens da fé, para a salvação da alma. Palavra do Senhor!

Comentando Hb 10,32-39

Suportastes longas e dolorosas lutas

Crer é sempre sair dos projetos próprios e aceitar deixar-se conduzir por Deus, aonde nos queira levar. É uma aventura que se aceita livremente, associando-se à caravana do povo de Deus. Frequentes vezes isto implica em corte violento de hábitos, amizades, atividades antigas; muitas vezes comporta perseguição, latente ou explícita, ou insulto e ridículo.

A todos se dirige a advertência sobre a fidelidade e a perseverança: quão admirável é a coragem de romper com certas coisas que ficaram para trás! Mas também é indispensável não voltar atrás. Podemos estar entre aqueles que retrocedem, não com uma apostasia explícita, mas perdendo terreno dia após dia, desvirtuando com pequenas manifestações de egoísmo as grandes opções, fazendo calar a consciência por meio de argumentos sutis, tornando-nos medíocres pela rotina, aviltando-nos por uma resignação cética e conformista. Reforcemos nossa fé e esperança com as palavras do profeta (v.37) e de Jesus: “Um pouco de tempo e já não me vereis, mas um pouco de tempo e me vereis... Chorareis e vós lamentareis, mas o mundo se alegrará... Também vós agora estais tristes; mas eu vos verei de novo e vosso coração se alegrará e ninguém vos tirará vossa alegria” (Jo 16, 16.20.22). [MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1997]

Salmo: 36 (37), 3-4.5-6.23-24.39-40 (R/.39a)


A salvação de quem é justo, vem de Deus!

3Confia no Senhor e faze o bem, e sobre a terra habitarás em segurança. 4Coloca no Senhor tua alegria, e ele dará o que pedir teu coração.


5Deixa aos cuidados do Senhor o teu destino; confia nele, e com certeza ele agirá. 6Fará brilhar tua inocência como a luz, e o teu direito, como o sol do meio-dia.


23É o Senhor quem firma os passos dos mortais e dirige o caminhar dos que lhe agradam; 24mesmo se caem, não irão ficar prostrados, pois é o Senhor quem os sustenta pela mão.


39A salvação dos piedosos vem de Deus; ele os protege nos momentos de aflição. 40O Senhor lhes dá ajuda e os liberta, defende-os e protege-os contra os ímpios, e os guarda porque nele confiaram.

Evangelho: Marcos (Mc 4, 26-34)

Jesus anunciava a palavra usando muitas parábolas

Naquele tempo, 26Jesus disse à multidão: "O reino de Deus é como quando alguém espalha a semente na terra. 27Ele vai dormir e acorda, noite e dia, e a semente vai germinando e crescendo, mas ele não sabe como isso acontece. 28A terra, por si mesma, produz o fruto: primeiro aparecem as folhas, depois vem a espiga e, por fim, os grãos que enchem a espiga. 29Quando as espigas estão maduras, o homem mete logo a foice, porque o tempo da colheita chegou".

30E Jesus continuou: "Com que mais poderemos comparar o reino de Deus? Que parábola usaremos para representá-lo? 31O reino de Deus é como um grão de mostarda que, ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes da terra. 32Quando é semeado, cresce e se torna maior do que todas as hortaliças, e estende ramos tão grandes, que os pássaros do céu podem abrigar-se à sua sombra". 33Jesus anunciava a palavra usando muitas parábolas como estas, conforme eles podiam compreender. 34E só lhes falava por meio de parábolas, mas, quando estava sozinho com os discípulos, explicava tudo. Palavra da Salvação!

Leituras paralelas: Mt 13,31-32; Lc 13,18-19 (O grão de mostarda)

Comentário o Evangelho

Ensinando em Parábolas

Jesus foi um Mestre paciente que soube adaptar seus ensinamentos à capacidade de compreensão de seus ouvintes. Este esforço pedagógico e didático resultou na escolha das parábolas como meio de transmitir suas instruções.

As parábolas não eram somente as comparações. Também os provérbios, ensinamentos, enigmas e outros recursos literários eram classificados como parábolas. Por isso, afirma-se que, “sem parábolas, Jesus não lhes falava".

Elas continham sempre um elemento para intrigar os ouvintes e levá-los a refletir sobre a mensagem veiculada. Só quem estava muito sintonizado com Jesus era capaz de passar da parábola à sua mensagem, e compreender o ensinamento do Mestre. Por isso, muita gente não sintonizada com Jesus ouvia suas palavras, sem entender nada.

Até mesmo os discípulos, muitas vezes, não eram capazes de atinar para o que Jesus lhes ensinava com as para bolas. Era preciso que, em particular, o Mestre lhes explicas-se tudo, iluminando-lhes as mentes para compreenderem como o Reino acontece na história humana.

O discípulo esforça-se para entender as parábolas de Jesus, ou seja, para estar em sintonia total com o Mestre. Esta é a única maneira de captar seus ensinamentos. [O EVANGELHO DO DIA. Jaldemir Vitório. ©Paulina, 1998]

Oração da assembleia:

-Auxiliai, Senhor, a vosso Igreja, para que seja solidária com os sofredores: Senhor, atendei a nossa prece!

-Fortalecei os ministros ordenados e leigos, para que contribuam com vosso reino.

-Iluminai os que detêm o poder, para que o ponham, antes de tudo, a serviço dos pobres.

-Tornai fecundos os pequenos gestos de amor e solidariedade, sinais de vosso reino.

-Abençoai os pequenos agricultores, para que obtenham bons resultados em seu labor.

(Outras intenções)

Oração sobre as Oferendas:

Que o vosso Espírito, ó Deus, nos conceda nesta celebração a luz da fé que iluminava santo Tomás de Aquino na propagação da vossa glória. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da comunhão:

Nós anunciamos o Cristo crucificado: o Cristo, força e sabedoria de Deus. (1Cor 1,23-24)

Oração Depois da Comunhão:

Nós vos pedimos, ó Deus, que, renovados por esta comunhão e exortados pelos ensinamentos de Santo Tomás de Aquino, vivamos em contínua ação de graças pelos dons que recebemos. Por Cristo, nosso Senhor!

Para sua reflexão: “Os caminhos de Deus não são os nossos caminhos! Precisamos ser pacientes e deixar que Deus seja Deus!” (São Marcos). A parábola do agricultor adormecido nos dá uma ideia de como Deus faz a parte dele, a que atribuímos ser uma particular tarefa da nossa mãe natureza. A parábola do grão de mostarda nos dá a certeza de todos os esforços em prol da evangelização resulta no crescimento inevitável do Reino de Deus. Ora, a comunidade cristã primitiva inicialmente era pequena em seguidores mas hoje o rebanho é grande! Essa pequena semente pode ser qualquer um de nós, cristãos, quando tomamos alguma iniciativa em levar a outros irmãos (aos amigo(as), aos vizinhos, aos(às) colegas de trabalho) para os caminhos da salvação, através da Palavra e do exemplo de vida. Esforçar-se para a compreensão das parábolas é ter a certeza de sermos discípulos esclarecidos e, consequentemente, transformados. Como mudar o outro se não mudarmos a nós mesmos?

Leitura: Hebreus (Hb 10, 32-39)

Leitura: Hebreus (Hb 10, 32-39)

E o justo viverá por sua fidelidade

Irmãos, 32lembrai-vos dos primeiros dias, quando, apenas iluminados, suportastes longas e dolorosas lutas. 33Às vezes, éreis apresentados como espetáculo, debaixo de injúrias e tribulações; outras vezes, vos tornáveis solidários dos que assim eram tratados. 34Com efeito, participastes dos sofrimentos dos prisioneiros e aceitastes com alegria o confisco dos vossos bens, na certeza de possuir uma riqueza melhor e mais durável.


35Não abandoneis, pois, a vossa coragem, que merece grande recompensa. 36De fato, precisais de perseverança para cumprir a vontade de Deus e alcançar o que ele prometeu. 37Porque ainda “bem pouco tempo, e aquele que deve vir, virá e não tardará. 38O meu justo viverá por causa de sua fidelidade, mas, se esmorecer, não encontrarei mais satisfação nele”. 39Nós não somos desertores, para a perdição. Somos homens da fé, para a salvação da alma. Palavra do Senhor!

Comentando Hb 10,32-39

Suportastes longas e dolorosas lutas

Crer é sempre sair dos projetos próprios e aceitar deixar-se conduzir por Deus, aonde nos queira levar. É uma aventura que se aceita livremente, associando-se à caravana do povo de Deus. Frequentes vezes isto implica em corte violento de hábitos, amizades, atividades antigas; muitas vezes comporta perseguição, latente ou explícita, ou insulto e ridículo.

A todos se dirige a advertência sobre a fidelidade e a perseverança: quão admirável é a coragem de romper com certas coisas que ficaram para trás! Mas também é indispensável não voltar atrás. Podemos estar entre aqueles que retrocedem, não com uma apostasia explícita, mas perdendo terreno dia após dia, desvirtuando com pequenas manifestações de egoísmo as grandes opções, fazendo calar a consciência por meio de argumentos sutis, tornando-nos medíocres pela rotina, aviltando-nos por uma resignação cética e conformista. Reforcemos nossa fé e esperança com as palavras do profeta (v.37) e de Jesus: “Um pouco de tempo e já não me vereis, mas um pouco de tempo e me vereis... Chorareis e vós lamentareis, mas o mundo se alegrará... Também vós agora estais tristes; mas eu vos verei de novo e vosso coração se alegrará e ninguém vos tirará vossa alegria” (Jo 16, 16.20.22). [MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1997]

Santo Tomás de Aquino

Primeira leitura (Hebreus 10,32-39)

Sexta-Feira, 28 de Janeiro de 2011
Santo Tomás de Aquino


A- A+


Leitura da Carta aos Hebreus.
Irmãos, 32lembrai-vos dos primeiros dias, quando, apenas iluminados, suportastes longas e dolorosas lutas. 33Às vezes, éreis apresentados como espetáculo, debaixo de injúrias e tribulações; outras vezes, vos tornáveis solidários dos que assim eram tratados.
34Com efeito, participastes dos sofrimentos dos prisioneiros e aceitastes com alegria o confisco dos vossos bens, na certeza de possuir uma riqueza melhor e mais durável. 35Não abandoneis, pois, a vossa coragem, que merece grande recompensa.
36De fato, precisais de perseverança para cumprir a vontade de Deus e alcançar o que ele prometeu. 37Porque ainda bem pouco tempo, e aquele que deve vir virá e não tardará. 38O meu justo viverá por causa de sua fidelidade, mas, se esmorecer, não encontrarei mais satisfação nele”. 39Nós não somos desertores, para a perdição. Somos homens da fé, para a salvação da alma.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Salmo (Salmos 36)

Sexta-Feira, 28 de Janeiro de 2011
Santo Tomás de Aquino


A- A+


— A salvação de quem é justo vem de Deus!
— A salvação de quem é justo vem de Deus!
— Confia no Senhor e faze o bem, e sobre a terra habitarás em segurança. Coloca no Senhor tua alegria, e ele dará o que pedir teu coração.
— Deixa aos cuidados do Senhor o teu destino; confia nele, e com certeza ele agirá. Fará brilhar tua inocência como a luz, e o teu direito, como o sol do meio-dia.
— É o Senhor quem firma os passos dos mortais e dirige o caminhar dos que lhe agradam; mesmo se caem, não irão ficar prostrados, pois é o Senhor quem os sustenta pela mão.
— A salvação dos piedosos vem de Deus; ele os protege nos momentos de aflição. O Senhor lhes dá ajuda e os liberta, defende-os e protege-os contra os ímpios, e os guarda porque nele confiaram.

Evangelho (Marcos 4,26-34)

Sexta-Feira, 28 de Janeiro de 2011
Santo Tomás de Aquino


A- A+


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 26Jesus disse à multidão:
“O Reino de Deus é como quando alguém espalha a semente na terra. 27Ele vai dormir e acorda, noite e dia, e a semente vai germinando e crescendo, mas ele não sabe como isso acontece.
28A terra, por si mesma, produz o fruto: primeiro aparecem as folhas, depois vem a espiga e, por fim, os grãos que enchem a espiga. 29Quando as espigas estão maduras, o homem mete logo a foice, porque o tempo da colheita chegou”.
30E Jesus continuou: “Com que mais poderemos comparar o Reino de Deus? Que parábola usaremos para representá-lo? 31O Reino de Deus é como um grão de mostarda que, ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes da terra. 32Quando é semeado, cresce e se torna maior do que todas as hortaliças, e estende ramos tão grandes, que os pássaros do céu podem abrigar-se à sua sombra”.
33Jesus anunciava a Palavra usando muitas parábolas como estas, conforme eles podiam compreender. 34E só lhes falava por meio de parábolas, mas, quando estava sozinho com os discípulos, explicava tudo.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Santo Tomás de Aquino

28 de Janeiro


A- A+

Santo Tomás de Aquino Neste dia lembramos uma das maiores figuras da teologia católica: Santo Tomás de Aquino. Conta-se que, quando criança, com cinco anos, Tomás, ao ouvir os monges cantando louvores a Deus, cheio de admiração perguntou: "Quem é Deus?".

A vida de santidade de Santo Tomás foi caracterizada pelo esforço em responder, inspiradamente para si, para os gentios e a todos sobre os Mistérios de Deus. Nasceu em 1225 numa nobre família, a qual lhe proporcionou ótima formação, porém, visando a honra e a riqueza do inteligente jovem, e não a Ordem Dominicana, que pobre e mendicante atraia o coração de Aquino.

Diante da oposição familiar, principalmente da mãe condessa, Tomás chegou a viajar às escondidas para Roma com dezenove anos, para um mosteiro dominicano. No entanto, ao ser enviado a Paris, foi preso pelos irmãos servidores do Império. Levado ao lar paterno, ficou, ordenado pela mãe, um tempo detido. Tudo isto com a finalidade de fazê-lo desistir da vocação, mas nada adiantou.

Livre e obediente à voz do Senhor, prosseguiu nos estudos sendo discípulo do mestre Alberto Magno. A vida de Santo Tomás de Aquino foi tomada por uma forte espiritualidade eucarística, na arte de pesquisar, elaborar, aprender e ensinar pela Filosofia e Teologia os Mistérios do Amor de Deus.

Pregador oficial, professor e consultor da Ordem, Santo Tomás escreveu, dentre tantas obras, a Suma Teológica e a Suma contra os gentios. Chamado "Doutor Angélico", Tomás faleceu em 1274, deixando para a Igreja o testemunho e, praticamente, a síntese do pensamento católico.

Santo Tomás de Aquino, rogai por nós!




quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Terceira Semana do Tempo Comum, Ano Ímpar, 3ª Semana do Saltério, Livro III, cor Verde

Hoje: Dia do Orador e Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto

Santos: Ananias de Damasco (citado em At 9,10-19, mártir), Apolo de Heliópolis (abade), Artemas de Pozzuoli (mártir), Donato, Sabino e Ágape (mártires de Antioquia), Joel de Pulsano (abade), Juventino e Maximino (mártires de Antioquia), Públio de Zeugma (abade).

Antífona: Cantai ao Senhor um canto novo, cantai ao Senhor, ó terra inteira; esplendor, majestade e beleza brilham no seu templo santo. (Sl 95, 1.6)

Oração do Dia: Deus eterno e todo-poderoso, dirigi a nossa vida segundo o vosso amor, para que possamos, em nome do vosso Filho, frutificar em boas obras. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Carta aos Hebreus (Hb 10, 19-25)
Sejamos atentos uns aos outros, para nos incentivar à caridade

19Sendo assim, irmãos, temos plena liberdade para entrar no Santuário, pelo sangue de Jesus. 20Ele nos abriu um caminho novo e vivo, através da cortina, quer dizer, através da sua humanidade. 21Temos um grande sacerdote constituído sobre a casa de Deus.22Aproximemo-nos, portanto, de coração sincero e cheio de fé, com coração purificado de toda má consciência e o corpo lavado com água pura.

23Sem desânimo, continuemos a afirmar a nossa esperança, porque é fiel quem fez a promessa. 24Sejamos atentos uns aos outros, para nos incentivar à caridade e às boas obras. 25Não abandonemos as nossas assembleias, como alguns costumam fazer. Antes, procuremos animar-nos mutuamente, e tanto mais quanto vedes o dia aproximar-se. Palavra do Senhor!

Comentando a I Leitura

Cheios de fé, afirmemos a nossa esperança

Toda a comunidade dos crentes, tornada povo sacerdotal, purificada pelo sangue de Cristo e pela água do batismo, pode agora dialogar com Deus sem intermediários. Os ministérios eclesiásticos, em que alguns são consagrados pelo sacramento da ordem, constituem função necessária e permanente na comunidade, mas não conferem privilégios nem podem substituir o povo de Deus no exercício do seu sacerdócio, prolongamento (como corpo) do sacerdócio de Cristo-cabeça.

O sinal "sacramental" desta nova realidade é a assembleia, a reunião atual dos crentes, como expressão visível da Igreja e instrumento eficaz de salvação. Daí a obrigação, mais que moral, de se encontrarem juntos em nome de Cristo, até sua volta, normalmente com frequência semanal. Para a comunidade é essencial ser convocada: pelo apoio e exortação mútuos, pela profissão comum da fé e da esperança, pelo estímulo à caridade e às boas obras, pela espera unânime do dia do Senhor e da assembleia definitiva dos eleitos. [MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1997]

Salmo: 23(24), 1-2.3-4ab.5-6 (R/cf.6)
E assim a geração dos que buscam a vossa face, ó Senhor, Deus de Israel

Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra, o mundo inteiro com os seres que o povoam; porque ele a tomou firme sobre os mares, e sobre as águas a mantém inabalável.

"Quem subirá até o monte do Senhor, quem ficará em sua santa habitação?" "Quem tem mãos puras e inocente coração, quem não dirige sua mente para o crime.

Sobre este desce a bênção do Senhor e a recompensa de seu Deus e Salvador". "E assim a geração dos que o procuram, e do Deus de Israel buscam a face."

Evangelho: Marcos (Mc 4, 21-25)
Com a mesma medida com que medirdes, também vós sereis medidos

Naquele tempo, Jesus disse à multidão: 21"Quem é que traz uma lâmpada para colocá-la debaixo de um caixote, ou debaixo da cama? Ao contrário, não a põe num candeeiro? 22Assim, tudo o que está em segredo deverá ser descoberto. 23Se alguém tem ouvidos par ouvir, ouça". 24Jesus dizia ainda: "Prestai atenção no que ouvis: com a mesma medida com que medirdes, também vós sereis medidos; e vos será dado ainda mais. 25Ao que tem alguma coisa, será dado ainda mais; do que não tem, será tirado até mesmo o que ele tem". Palavra da Salvação!

Leituras paralelas recomendadas: Mt 5,15; 10,26; Lc 8,16-17

Comentário do Evangelho

É preciso ser luz

A vivência da palavra de Jesus exige ser testemunhada publicamente. Ela é comparável a uma lâmpada, colocada num lugar estratégico para que seus raios atinjam todos os recantos do ambiente. Não tem sentido colocá-la num lugar onde seu brilho se restrinja a um pequeno âmbito. Portanto, quem adere a Jesus e deixa que sua palavra penetre em seu coração, torna-se responsável por fazer esta luz irradiar-se de maneira plena.

O discípulo deverá prestar contas desta sua responsabilidade. Se a palavra foi acolhida com liberdade e alegria, e não como uma imposição, ele não tem mais o direito de tratá-la com desleixo e não deixá-la produzir em si seus efeitos. E os frutos da palavra se farão visíveis na vida do discípulo, pelo testemunho de sua ação. O Senhor haverá de recompensá-lo por isto.

O discípulo que se descuida e testemunha pouco sua fé, ficará privado do pouquinho que produziu. E isso, não por causa da quantidade de seu testemunho, mas sim por sua displicência em relação à palavra do Senhor. O que pensava ter, de nada lhe servirá.

O saber-se luz colocada pelo Senhor para iluminar o mundo não deveria ser motivo de orgulho por parte do discípulo. Antes, trata-se de uma tarefa difícil e exigente, na qual se poderá até perder a própria vida. Ser luz é uma responsabilidade. (O EVANGELHO DO DIA, Ano “A”. Jaldemir Vitório. ©Paulinas, 1997)

Liturgia Diária (Paulinas e Paulus)

-Pela nossa comunidade, tornada povo sacerdotal e purificada pelo batismo, rezemos. Atendei nossa prece, Senhor.

-Pelos cristãos comprometidos uns com os outros na prática da caridade, rezemos.

-Pelos anônimos anunciadores da palavra de Deus e pelos missionários, rezemos.

-Pelos professores que desempenham com dignidade sua missão educativa, rezemos.

-Pelos irmãos e irmãs falecidos, para que sejam acolhidos na casa do Pai, rezemos.

(preces espontâneas)

Oração sobre as Oferendas:

Ó Deus, acolhei com bondade as oferendas que vos apresentamos para que sejam santificadas e nos tragam a salvação. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da comunhão:

Contemplai a sua face e alegrai-vos e vosso rosto não se cubra de vergonha! (Sl 33,6)

Oração Depois da Comunhão:

Concedei-nos, Deus todo-poderoso, que, tendo recebido a graça de uma nova vida, sempre nos gloriemos dos vossos dons. Por Cristo, nosso Senhor!

Para sua reflexão: Marcos reuniu pequenas parábolas que demandam diferentes interpretações, conforme os contextos nos quais elas são utilizadas. O propósito é permitir que o leitor mais atento acolha a Palavra de Jesus, isto é, a sua mensagem, de maneira mais pessoal e mais profunda. Marcos aqui sugere que pensemos com muito mais cuidado sobre o significado da vida e da mensagem de Jesus para nós mesmos, antes de compartilhá-la com outros irmãos. Não dá para sairmos por ai, com ideias fundamentalistas sobre a Palavra; precisamos lê as Escrituras com mais cuidado, com mais discernimento, com mais meditação, antes de compartilhar os seus ensinamentos para o próximo. Como a Bíblia tem contribuído para o seu crescimento espiritual?

Santa Ângela de Merici

Santa Ângela de Meríci nasceu em 1470 na Itália. Certa vez, ao observar como viviam as jovens mais pobres da sua comunidade e arredores, percebeu também que não participavam do catecismo ou iam à escola. As únicas pessoas que tinham acesso à escola, ou eram nobres ou freiras. Reuniu amigas que pertenciam a Ordem Terceira de São Francisco e formou um mutirão para construir uma escola. Tal iniciativa foi tão bem sucedida que outras cidades vizinhas passaram a fazer o mesmo, enviando-lhe convites para orientações. E de forma simples, informal surgiu um grupo de professoras que tinha como único objetivo servir a Deus no próximo. Cerca de dez anos após, em 1535, Ângela convocou novamente sua companheiras decidida a formar um grupo onde todos os integrantes dedicassem suas vidas à educação e ao compromisso cristã, na Bréscia. Elas se chamariam Ursulinas, numa homenagem à Santa Úrsula, padroeira da ordem com o objetivo de formação cristãs das futuras mães de família. As consagradas de sua ordem eram virgens e permaneciam em parte com a família, não faziam votos especiais mas obrigavam-se a seguir as regras da fundadora. Visitavam a enfermos e faziam outros tipos de caridade. Este foi o primeiro grupo de mulheres religiosas a trabalhar fora de um convento e a se dedicar ao ensino! Sua sucessora introduziu uma modificação restritiva, adotando um hábito especial e Paulo VI finalmente concedeu os votos solenes. Ela morreu na Bréscia, Itália em 27 de Janeiro de 1540, aos 70 anos de idade. Santa Ângela foi a fundadora das Irmãs Ursulinas.

Apresdentação do Senhor

Dom Orani João Tempesta, Arcebispo do Rio de Janeiro

A Apresentação de Jesus no Templo, festa litúrgica que a Igreja celebra no dia 2 de fevereiro, serve de inspiração para a Jornada Mundial da Vida Consagrada, que é vivida nesta mesma data por indicação do Papa João Paulo II, de tão saudosa memória.

A festa da Apresentação de Jesus no Templo remonta ao século IV, em Jerusalém. No curso do tempo, a festa celebrou a experiência de Maria, que, em obediência à lei, foi ao Templo, passados quarenta dias do nascimento de Jesus, para apresentá-lo ao Pai e para cumprir o rito da própria purificação. Esse foi o momento do primeiro “encontro oficial” de Jesus com seu povo, na pessoa do ancião Simeão, que, ao ter em seus braços o Menino, prorrompe naquele canto que a Igreja repete a cada dia no último ofício da Liturgia das Horas, o Nunc dimittis. Daí que esta festa, nas Igrejas Orientais Católicas e também nas Ortodoxas, seja chamada “o Santo Encontro” (hypapante) do Senhor. É um encontro e uma manifestação, dado que Maria, ao entrar no Templo, manifesta ao mundo Aquele que deu a Lei e a realiza, e acompanha o Filho em seu primeiro oferecimento ao Pai.

Apesar da tradição, esta festa só assumiria um significado eminentemente cristológico com a Reforma Litúrgica de 1966. A consagração de Jesus ao Pai, realizada no Templo, anuncia já a sua oferta sacrificial na Cruz, do qual Maria será profundamente participante, como permite entrever a profecia anunciada por Simeão: “Uma espada te trespassará a alma”.

O estado de vida religioso na Igreja é percebido como um grande dom! Nesse estado, através dos conselhos evangélicos (pobreza, castidade e obediência), homens e mulheres querem imitar mais de perto o Cristo, pobre, casto e obediente. A Vida Consagrada na Igreja é manifestada através dos Institutos Religiosos (fuga mundi, votos públicos, vida em comunidade), dos Institutos Seculares (agentes no mundo, votos ou outros vínculos, sem obrigatoriedade de vida em comum). A Vida Consagrada se assemelha às Sociedades de Vida Apostólica (sem votos e vida em comunidade).

A Jornada Mundial da Vida Consagrada, a 02 de fevereiro, estabeleceu-se a partir de 1997, após a Exortação Apostólica Pós-sinodal Vita consecrata, assinada por João Paulo II a 25 de março de 1996. O documento reflete sobre a vida consagrada e sua missão na Igreja e no mundo. “Ao longo dos séculos nunca faltaram homens e mulheres que, dóceis ao chamado do Pai e à moção do Espírito, elegeram este caminho de especial seguimento de Cristo, para dedicar-se a Ele com coração “indiviso” (1Cor 7, 34)”, recorda João Paulo II na introdução de Vita consecrata. E depois define-a como “Dom de Deus Pai à sua Igreja, por meio do Espírito”.

Neste ano celebraremos a XV Jornada, e o Santo Padre costuma presidir com os membros dos Institutos a celebração desta festa na Basílica de São Pedro, com a novidade de que em breve teremos um brasileiro – pela primeira na história da Igreja – o Arcebispo Emérito de Brasília, Dom João Braz de Aviz, como Prefeito do Dicastério, que trata dos assuntos relativos a esse bem tão precioso que é a Vida Religiosa na Igreja.

No âmbito de nossa Arquidiocese está instituído um Vicariato para a Vida Religiosa e para as Novas Comunidades, sob a responsabilidade de Dom Roberto Lopes, OSB, cuja missão é dinamizar a ação pastoral e evangelizadora dos religiosos de nossa Arquidiocese.

A vida religiosa é um dom precioso para a vida da Igreja e para a sua ação pastoral. Seguir Nosso Senhor Jesus Cristo de modo incondicional, como nos é proposto pelo Evangelho, tem constituído ao longo dos séculos a norma derradeira e suprema da vida religiosa (cf. Perfectae caritatis, 2). Na sua Regra, São Bento remete para a Escritura como "norma retíssima para a vida do homem" (n. 73, 2-5). São Domingos, "em toda a parte manifestava-se como um homem evangélico, tanto nas palavras como nas obras" (Libellus, 104: in P. Lippini, San Domenico visto dai suoi contemporanei, Ed. Studio Dom., Bolonha, 1982, pág. 110), e assim ele desejava que fossem inclusivamente os seus Padres pregadores, ou seja, "homens evangélicos" (Primeiras Constituições ou Consuetudines, 31). Santa Clara de Assis corrobora plenamente a experiência de São Francisco: "A forma de vida da Ordem das Irmãs pobres, escreve ela, é a seguinte: observar o santo Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo" (Regra, I, 1-2: FF 2750). São Vicente Pallotti afirma: "A regra fundamental da nossa mínima Congregação é a vida de nosso Senhor Jesus Cristo, para O imitar com toda a perfeição possível" (cf. Obras completas, II, 541-546; VIII, 63, 67, 253, 254 e 466). E São Luís escreve: "A nossa primeira Regra e vida consiste em observar, com grande humildade e com amor dulcíssimo e ardente a Deus, o santo Evangelho" (Lettere di Don Orione, Roma 1969, vol. II, pág. 278).

Assim, animados pela consagração integral da vida a Deus e à Igreja, conclamo os fiéis a rezarem para que surjam sempre animadas e santas vocações religiosas para o seguimento de Jesus Cristo, nosso Redentor!. [CNBB]

Aconteceu no dia 27 de janeiro:

1960: Morte do diplomata e político brasileiro Oswaldo Euclides Sousa Aranha

Quem fica todo o tempo a reclamar da falta de tempo, certamente não

terá tempo para bem aproveitar o tempo. (Evaldo A. D´Assumpção)