Evangelho segundo S. Marcos 6,7-13.
Chamou os Doze, começou a enviá-los dois a dois e deu-lhes poder sobre os espíritos malignos. Ordenou-lhes que nada levassem para o caminho, a não ser um cajado: nem pão, nem alforge, nem dinheiro no cinto; que fossem calçados com sandálias e não levassem duas túnicas. E disse-lhes também: «Em qualquer casa em que entrardes, ficai nela até partirdes dali. E se não fordes recebidos numa localidade, se os seus habitantes não vos ouvirem, ao sair de lá, sacudi o pó dos vossos pés, em testemunho contra eles.» Eles partiram e pregavam o arrependimento, expulsavam numerosos demónios, ungiam com óleo muitos doentes e curavam-nos.
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por :
Concílio Vaticano II
Decreto sobre a actividade missionária da Igreja, «Ad Gentes», §§ 10-11
«Chamou os Doze e começou a enviá-los»
Enviada por Cristo a manifestar e comunicar a todos os homens e povos a caridade de Deus, a Igreja reconhece que tem de levar a cabo uma ingente obra missionária. [...] A fim de poder oferecer a todos o mistério da salvação e a vida trazida por Deus, a Igreja deve inserir-se em todos os agrupamentos humanos, impelida pelo mesmo movimento que levou o próprio Cristo, na encarnação, a sujeitar-Se às condições sociais e culturais dos homens com quem conviveu. [...]
Todos os fiéis cristãos, onde quer que vivam, têm a obrigação de manifestar, pelo exemplo da vida e pelo testemunho da palavra, o homem novo de que se revestiram pelo Baptismo, e a virtude do Espírito Santo por Quem, na confirmação, foram robustecidos, de tal modo que os demais homens, ao verem as suas boas obras, glorifiquem o Pai (Mt 5, 16) e compreendam mais plenamente o sentido genuíno da vida humana e o vínculo universal da comunidade humana.
Para poderem dar frutuosamente este testemunho de Cristo, unam-se a esses homens com estima e caridade, considerem-se a si mesmos como membros dos agrupamentos humanos em que vivem, e participem na vida cultural e social através dos vários intercâmbios e problemas da vida humana; [...] façam assomar à luz, com alegria e respeito, as sementes do Verbo neles adormecidas. Mas atendam, ao mesmo tempo, à transformação profunda que se opera entre os povos e trabalhem por que os homens do nosso tempo não dêem tanta importância à ciência e à tecnologia do mundo moderno que venham a alhear-se das coisas divinas, mas, antes pelo contrário, despertem para um desejo mais profundo da verdade e da caridade reveladas por Deus. Assim como o próprio Cristo perscrutou o coração dos homens e, por meio da Sua conversação verdadeiramente humana, os conduziu à luz divina, assim os Seus discípulos, profundamente imbuídos do Espírito de Cristo, tomem conhecimento dos homens no meio dos quais vivem, e conversem com eles, para que, através de um diálogo sincero e paciente, eles aprendam as riquezas que Deus liberalmente outorgou aos povos. Mas esforcem-se também por iluminar essas riquezas com a luz evangélica, por libertá-las e restituí-las ao domínio de Deus Salvador.
Chamou os Doze, começou a enviá-los dois a dois e deu-lhes poder sobre os espíritos malignos. Ordenou-lhes que nada levassem para o caminho, a não ser um cajado: nem pão, nem alforge, nem dinheiro no cinto; que fossem calçados com sandálias e não levassem duas túnicas. E disse-lhes também: «Em qualquer casa em que entrardes, ficai nela até partirdes dali. E se não fordes recebidos numa localidade, se os seus habitantes não vos ouvirem, ao sair de lá, sacudi o pó dos vossos pés, em testemunho contra eles.» Eles partiram e pregavam o arrependimento, expulsavam numerosos demónios, ungiam com óleo muitos doentes e curavam-nos.
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por :
Concílio Vaticano II
Decreto sobre a actividade missionária da Igreja, «Ad Gentes», §§ 10-11
Enviada por Cristo a manifestar e comunicar a todos os homens e povos a caridade de Deus, a Igreja reconhece que tem de levar a cabo uma ingente obra missionária. [...] A fim de poder oferecer a todos o mistério da salvação e a vida trazida por Deus, a Igreja deve inserir-se em todos os agrupamentos humanos, impelida pelo mesmo movimento que levou o próprio Cristo, na encarnação, a sujeitar-Se às condições sociais e culturais dos homens com quem conviveu. [...]
Todos os fiéis cristãos, onde quer que vivam, têm a obrigação de manifestar, pelo exemplo da vida e pelo testemunho da palavra, o homem novo de que se revestiram pelo Baptismo, e a virtude do Espírito Santo por Quem, na confirmação, foram robustecidos, de tal modo que os demais homens, ao verem as suas boas obras, glorifiquem o Pai (Mt 5, 16) e compreendam mais plenamente o sentido genuíno da vida humana e o vínculo universal da comunidade humana.
Para poderem dar frutuosamente este testemunho de Cristo, unam-se a esses homens com estima e caridade, considerem-se a si mesmos como membros dos agrupamentos humanos em que vivem, e participem na vida cultural e social através dos vários intercâmbios e problemas da vida humana; [...] façam assomar à luz, com alegria e respeito, as sementes do Verbo neles adormecidas. Mas atendam, ao mesmo tempo, à transformação profunda que se opera entre os povos e trabalhem por que os homens do nosso tempo não dêem tanta importância à ciência e à tecnologia do mundo moderno que venham a alhear-se das coisas divinas, mas, antes pelo contrário, despertem para um desejo mais profundo da verdade e da caridade reveladas por Deus. Assim como o próprio Cristo perscrutou o coração dos homens e, por meio da Sua conversação verdadeiramente humana, os conduziu à luz divina, assim os Seus discípulos, profundamente imbuídos do Espírito de Cristo, tomem conhecimento dos homens no meio dos quais vivem, e conversem com eles, para que, através de um diálogo sincero e paciente, eles aprendam as riquezas que Deus liberalmente outorgou aos povos. Mas esforcem-se também por iluminar essas riquezas com a luz evangélica, por libertá-las e restituí-las ao domínio de Deus Salvador.
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