quarta-feira, 4 de maio de 2011

Quarta-feira, 4 de maio de 2011

Segunda Semana da Páscoa, 2ª Semana do Saltério (Livro II), cor litúrgica Branca


Santos: Gregório de Venucchio (o iluminador), Floriano (mártir), Pelágia, Peregrino (bispo), Silvano (bispo), Antônia (mártir, queimada viva),Floriano, Venério (bispo de Milão), Gotardo (monge); João Houghton, Roberto Lawrence, Agostinho Webster, Ricardo Reynolds (mártires na Inglaterra), Mônica, Pelágia de Tarso (virgem e mártir), Gotardo (ou Godeardo, bispo de Hildesheim), Catarina de Parc-Aux-Dames (virgem), Gregório de Verucchio (beato), Miguel Giedroyc, João Martin Moye (beato), Amatus Ronconi (Bem-Aventurado, confessor franciscano da 3ª Ordem).

Antífona: Senhor, eu vos louvarei entre os povos, anunciarei vosso nome aos meus irmãos, aleluia! (Sl 17,50; 21,23)

Oração: Imploramos, ó Deus, a vossa clemência, ao recordar cada ano o mistério pascal que renova a dignidade humana, e nos traz a esperança da ressurreição: concedei-nos acolher sempre com amor o que celebramos com fé. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo.

I Leitura: Atos (At 5, 17-26)
Com mais entusiasmo e maior firmeza

Naqueles dias, 17levantaram-se o sumo sacerdote e todos os do seu partido - isto é, o partido dos saduceus - cheios de raiva18e mandaram prender os apóstolos e lançá-los na cadeia pública. 19Porém, durante a noite, o anjo do Senhor abriu as portas da prisão e os fez sair, dizendo: 20"Ide falar ao povo, no templo, sobre tudo o que se refere a este modo de viver". 21Eles obedeceram e, ao amanhecer, entraram no templo e começaram a ensinar. O sumo sacerdote chegou com os seus partidários e convocou o sinédrio e o conselho formado pelas pessoas importantes do povo de Israel. Então mandaram buscar os apóstolos à prisão. 22Mas, ao chegarem à prisão, os servos não os encontraram e voltaram dizendo: 23"Encontramos a prisão fechada, com toda segurança, e os guardas estavam a postos na frente da porta. Mas, quando abrimos a porta, não encontramos ninguém lá dentro". 24Ao ouvirem essa notícia, o chefe da guarda do templo e os sumos sacerdotes não sabiam o que pensar e perguntavam-se o que poderia ter acontecido.

25Chegou alguém que lhes disse: "Os homens que vós colocastes na prisão estão no templo ensinando o povo!" 26Então o chefe da guarda do templo saiu com os guardas e trouxe os apóstolos, mas sem violência, porque eles tinham medo que o povo os atacasse com pedras. Palavra do Senhor!

Comentando a Leitura

Os homens que vós colocastes na prisão

estão no templo ensinando o povo!

Cada prisão dos apóstolos nos Atos é imediatamente seguida de uma libertação providencial. Ora, a libertação do cárcere é o primeiro ato da luta que Deus conduz em favor das testemunhas, contra o povo do Antigo Testamento. Para os apóstolos é um sinal dos tempos messiânicos a abertura das prisões (Is 42, 7; 49,9) e, ao mesmo tempo, sinal de que a difusão da Palavra se firma no poder de Deus e não nas forças do homem. A Palavra de Deus não pode ser aprisionada (2Tm 2,9).

Na libertação do cárcere, experimentam os apóstolos a libertação pascal. Com efeito, esta não aparece apenas como um acontecimento da vida de Cristo que devem testemunhar, mas se torna uma experiência religiosa pessoal, um fato concreto de vida. Na Eucaristia, comemoramos os fatos passados, exatamente para que aprendamos a reencontrá-los nos acontecimentos de nossa vida. [Extraído do COMENTÁRIO BIBLICO, Vol. 2, ©Edições Loyola, 1999]

Salmo: 33 (34), 2-3.4-5.6-7.8-9 (R/.7a)
Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido

Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, seu louvor estará sempre em minha boca. Minha alma se gloria no Senhor; que ouçam os humildes e se alegrem!

Comigo engrandecei ao Senhor Deus, exaltemos todos juntos o seu nome! Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu, e de todos os temores me livrou.

Contemplai a sua face e alegrai-vos, e vosso rosto não se cubra de vergonha! Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido, e o Senhor o libertou de toda angústia.

O anjo do Senhor vem acampar ao redor dos que o temem, e os salva. Provai e vede quão suave é o Senhor! Feliz o homem que tem nele o seu refúgio!

Evangelho: João (Jo 3, 16-21)

Deus enviou seu filho ao mundo para

que o mundo seja salvo por ele

16Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna.17De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele. 18Quem nele crê, não é condenado, mas quem não crê, já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito. 19Ora, o julgamento é este: a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz, porque suas ações eram más. 20Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam denunciadas. 21Mas quem age conforme a verdade aproxima-se da luz, para que se manifeste que suas ações são realizadas em Deus. Palavra da Salvação!

Comentário o Evangelho

A missão do Filho

O processo de formação para o discipulado requer a compreensão da identidade de Jesus e da sua missão. A fé consiste na adesão ao Mestre assim como se nos apresenta. Quanto mais adequada for esta compreensão, tanto mais profundo será o compromisso da fé. Eis por que Jesus pôs-se a instruir Nicodemos a este respeito.


O Filho é a expressão perfeita do amor do Pai pela humanidade, que o ofereceu como prova de amor. A origem divina de Jesus dá credibilidade às suas palavras, pois seu testemunho reporta-se diretamente a Deus. Ele não é um simples intermediário entre o Pai e a humanidade. É a encarnação do amor de Deus.


A missão terrena de Jesus consistiu em colocar-se inteiramente a serviço da salvação da humanidade, propiciando-lhe a vida eterna. Ele a resgata do poder do pecado e da morte, abrindo-lhe perspectivas novas de comunhão com Deus. Por seu ministério destruiu-se o muro de separação erguido entre o Criador e a criatura, refazendo-se a amizade inicial. Não compete a Jesus ser o juiz da humanidade, condenando-a por seus pecados. Cabe-lhe, sim, ser seu salvador. Mesmo que a humanidade prefira as trevas em detrimento da luz, a missão do Filho de Deus permanece inalterada. O gesto de recusar a luz já traz em si o germe da condenação, porém não tolhe ao ser humano a possibilidade de converter-se para a luz. Jesus é infinitamente paciente e espera que o ser humano se decida em favor dele.
[O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano A, ©Paulinas, 1997]



Oração da assembleia (Deus Conosco)

No Senhor está a vida e a salvação! Para que amemos sinceramente a Deus, e sejamos transformados pela força da ressurreição de seu Filho Jesus Cristo, rezemos. Senhor, de vós nos vem a salvação e a paz!

O Senhor concedeu-nos sua misericórdia! Para que todos os que se encontram longe de Deus, reencontrem sua misericórdia e seu amor, rezemos.

O Amor de Deus acolhe sempre! Para que os doentes e sofredores sejam consolados pela bondade divina e por nossa caridade cristã, rezemos.

No Coração de Deus todos podem encontrar abrigo! Para que não haja divisão entre nós, e crianças e jovens, adultos e idosos vivam em paz uns com os outros, rezemos.

(preces espontâneas)

Oração sobre as Oferendas:

Ó Deus, que, pelo sublime diálogo deste sacrifício, nos fazeis participar de vossa única e suprema divindade, concedei que, conhecendo vossa verdade, lhe sejamos fiéis por toda a vida. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da comunhão:

Diz o Senhor: Fui eu que vos escolhi do mundo e enviei para produzirdes fruto, e o vosso fruto permaneça, aleluia. (Jo 15, 16.19)

Oração Depois da Comunhão:

Ó Deus de bondade, permanecei junto ao vosso povo e fazei passar da antiga à nova vida aqueles a quem concedestes a comunhão nos vossos mistérios. Por Cristo, nosso Senhor.

Para sua reflexão: Existem dois mundos, um físico e visível e outro espiritual e invisível que somente se reconhece pela fé, e no qual se entra pelo batismo. A incredulidade se fecha ao dom do amor, e com isso fica julgada e condenada. Não crer é ato positivo livre, é subtrair-se à salvação. O amor de Deus não tem limites, mas o trágico é que os homens recusam a luz da fé para viver na comodidade e imundície das trevas. Quando Jesus enviar o seu Espírito, este porá em evidência os pecados e as injustiças do mundo.

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