terça-feira, 3 de maio de 2011

Ensinou aos jovens o que significa dizer "Te amo"





08:30 - 02/05/2011

O ex-porta-voz da Santa Sé Joaquín Navarro Valls foi o primeiro a dar seu testemunho na vigília celebrada esta noite no Circo Máximo de Roma e declarou que João Paulo II ensinou aos jovens "o que significa de verdade a expressão 'Te amo'".

Ante uma pergunta da apresentadora do evento, a jornalista Safiria Leccese sobre as relações pré-matrimoniais e as exigências do Papa aos jovens, Navarro Valls destacou que João Paulo II "sempre defendeu o caráter transcendente da pessoa" e a importância "do seu corpo".

Para o João Paulo II, o amor era "querer o bem que Deus quer para o outro" algo que "os jovens entendiam sem dúvida", conforme acrescentou Navarro Valls, quem também destacou que aprendeu muito de João Paulo II sobre "o respeito à pessoa humana, em quem via a imagem de Deus".

Resgate do pessimismo

Navarro Valls destacou que Karol Wojtyla "resgatou a pessoa humana do pessimismo" e também percebeu que o homem "necessita da misericórdia de Deus".

Por isso, conforme recordou o ex-porta voz, o Papa "procurava a misericórdia de Deus todas as semanas" através da confissão porque "compreendia que os homens não podem ser bons por si próprios, mas necessitam de Deus para isso".

Conforme destacou o antigo colaborador do Pontífice, João Paulo II "disse sim a tudo o que Deus lhe pedia" e sublinhou que para o Papa polonês, a oração "era uma necessidade, porque estava em completa conversação com Deus".

"Quando talvez havia um jantar importante e o esperavam, ia buscá-lo e o via na capela, ajoelhado, com pequenos pedaçoes de papel que passava um por um, durante muitíssimo tempo", acrescentou.

O ex-porta-voz destacou que esses pedaçoes de papel eram "as milhares de cartas que recebia todos os dias" nas que os fiéis "pediam as orações do Papa". Conforme explicou Navarro Valls, "todos as dores do mundo chegavam a ele e nutria sua oração das necessidades de outros".

Navarro Valls destacou também que ao receber o anúncio da beatificação de João Paulo II, sentiu "os mesmos sentimentos que sentiu apenas faleceu" que foi "um sentimento de agradecimento por essa obra de arte que fez com sua vida".

Além disso, o ex-porta voz sublinhou que o dia do funeral de João Paulo II, quando os peregrinos "gritaram santo súbito" pensou que "o percebiam tarde" porque a Igreja "não faz Santos, mas os mesmos Santos enquanto estão vivos caso contrário não serão nunca".

A Igreja, conforme destacou Navarro Valls, tão somente "reconhece que a vida desta pessoa era Santa" mas os Santos "já são Santos desde antes". Os peregrinos acompanharam o testemunho de Navarro Valls com grandes aplausos, que o obrigaram a parar durante alguns minutos sob as luzes de numerosas velas que iluminaram o Circo Máximo.

Papa João Paulo II, exemplo de santidade

Logo logo vai ser declarado beato, um passo á caminho da canonização, alguém que os olhos de vocês puderam acompanhar, não se trata mais de histórias ouvidas, ou lidas em velhos livros, é a santidade, real, presente, palpável, que nos cerca para deixar mais do que claro que ela é possível ainda nesse século e enquanto houver habitantes na terra, e mais que possível, ela é preciso! Se trata do nosso querido Papa João Paulo II, que terá entre os meses de maio e outubro a sua missa de beatificação, que com certeza reunirá milhões de fiéis. João Paulo II era um homem de bom humor e de grande religiosidade, que sempre insistiu na necessidade de cada um de nós colocar Cristo na sua vida diária, no seu trabalho, na sua cultura, no seu lazer. O Papa também ficou conhecido como o ídolo dos jovens, justamente pelo modo com que conseguia se aproximar deles. Dentre as diversas qualidades que completavam o carisma do Santo Padre, destacou-se o fato de ele conseguir trazer lições sempre positivas de algo que, para muitos, era tedioso e complicado. João Paulo II, em tudo se assemelhava ao Cristo, que com humildade e sabedoria, levou vários à santidade e à busca da espiritualidade constante. Com essas atitudes, o Papa indiretamente dá grandes lições não só àqueles que possuem o carisma da evangelização, como também àqueles que murmuram, pois ele conseguiu ir além da saúde física para atingir a saúde espiritual. João Paulo II sempre foi um papa de surpreender as multidões, quando inesperadamente quebrava protocolos, como na visita ao Brasil em 1980, no Rio de Janeiro,
onde Sua Santidade ficou comovido ao ver tanta pobreza e, num gesto de amor profundo, doa um de seus anéis a um padre que o acompanhava, dizendo: "Venda este anel pelo preço mais elevado que conseguir e distribua o dinheiro entre favelados". Ou muitas vezes parando em frente a milhões de fiéis e rodando sua bengala, com um grande sorriso estampado no rosto, enquanto maravilhava-se o povo diante de tanto carinho. Um papa ousado, João Paulo II, quando eleito, foi além da benção. Surpreendeu a todos, falando de improviso com o povo reunido na praça. Nenhum outro papa, antes dele, tinha falado sobre a eleição. E ousou mais ainda, ao confessar que tinha medo e que precisava da ajuda de todos para realizar sua missão. Foram essas suas palavras: "Louvado seja Jesus Cristo. Caríssimos irmãos e irmãs, todos estamos sofrendo de dor pela morte de nosso amadíssimo papa João Paulo I. E eis que os eminentíssimos cardeais escolheram um novo bispo de Roma. Chamaram-no de um país longínquo, longínquo... mas sempre assim tão perto pela comunhão na fé e na tradição cristã. Eu tive medo de receber essa incumbência, mas o fiz no espírito de obediência a nosso Senhor Jesus Cristo e na total confiança em sua mãe, Maria Santíssima. Não sei se posso me explicar na língua de vocês...na nossa língua italiana. Se eu errar, corrijam-me. Desse modo apresento-me a todos vocês para expressar nossa fé comum, a nossa esperança na Mãe de Cristo e da igreja e, também para recomeçar neste caminhar da história e da Igreja, com a ajuda de Deus e com a ajuda dos homens." João Paulo II deixou um testemunho de "vida santa": esta é a síntese da biografia em latim do Papa, depositada no caixão do Santo Padre. João Paulo II deixou a todos um testemunho admirável de piedade, de vida santa e de paternidade universal. A sua memória permanece no coração da Igreja e de toda a humanidade. Custódio do depósito da fé, João Paulo II "trabalhou com sabedoria e coragem para promover a doutrina católica, teológica, moral e espiritual, e para contrastar durante todo o seu Pontificado tendências contrárias à genuína tradição da Igreja".






Papa João Paulo II, fica no coração dos jovens de todo o mundo!♥


Carta de Joao Paulo II aos Jovens

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Carta aos Jovens!!

Precisamos de Santos sem véu ou batina.

Precisamos de Santos de calças jeans e tênis.

Precisamos de Santos que vão ao cinema,

ouvem música e passeiam com os amigos.

Precisamos de Santos que coloquem Deus em primeiro lugar,

mas que se "lascam" na faculdade.

Precisamos de Santos que tenham tempo todo dia para rezar

e que saibam namorar na pureza e castidade,

ou que consagrem sua castidade.

Precisamos de Santos modernos,

Santos do século XXI

com uma espiritualidade inserida em nosso tempo.

Precisamos de Santos comprometidos com os pobres

e as necessárias mudanças socias.

Precisamos de Santos que vivam no mundo

se santifiquem no mundo,

que não tenham medo de viver no mundo.

Precisamos de Santos que bebam Coca-Cola

e comam hot dog, que usem jeans,

que sejam internautas, que escutem dis man.

Precisamos de Santos que amem a Eucaristia

e que não tenham vergonha de tomar um refri

ou comer pizza no fim-de-semana com os amigos.

Precisamos de Santos que gostem de cinema,

de teatro, de música, de dança, de esporte.

Precisamos de Santos sociáveis,

abertos, normais, amigos, alegres,

companheiros.

" Precisamos de Santos que estejam no mundo;

e saibam saborear as coisas puras e boas do mundo

mas que não sejam mundanos"

João Paulo II

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