Intervenções de Maria Santíssima pelo mundo
"Pois bem, meus filhos, vós fareis passar minha mensagem a todo o meu povo".
(Santíssima Virgem às crianças pastoras, em La Salette).
Maria Santíssima, a consoladora dos aflitos, refúgio dos pecadoresSobre a extraordinária aparição de Maria Santíssima em La Salette, França, o papa João Paulo II fez o seguinte comentário que expressa muito bem o grave momento espiritual pelo qual passa a Humanidade em nossos tempos, conforme amplamente anunciado em épocas passadas pela Revelação Divina através das Sagradas Escrituras:
"Neste lugar, Maria, a mãe sempre amorosa, mostrou sua dor pelo mal moral causado pela humanidade. Suas lágrimas nos ajudam a entender a gravidade do pecado e a rejeição a Deus, enquanto manifestam ao mesmo tempo a apaixonada fidelidade que Seu Filho mantém com relação a cada pessoa, embora Seu amor redentor esteja marcado com as feridas da traição e do abandono dos homens."
Pela graça de Deus e através de estudos norteados pela fé sustentada no recolhimento da oração é possível compreendermos o fio condutor da Revelação Divina que entretece as páginas das Sagradas Escrituras —do Gênesis ao Apocalipse. De igual modo, comparando sinais, mensagens e profecias contidas nas grandes aparições de Maria Santíssima, particularmente nos últimos dois séculos, começamos a desvendar a real dimensão da terrível batalha espiritual que se opera nesse momento sobre o palco de nossa civilização.
A dinâmica da pedagogia divina humilha os doutos e sábios e exalta os pequeninos e simples
"Deus resiste aos soberbos, mas dá sua graça aos humildes"Mais do que isso encontramos as chaves que desvelam parte do enigma, aparentemente oculto (ou não reconhecido pelos incautos), cuja fonte dissemina espessas trevas de um engano que entorpece e aliena a mente e o coração humano.
As mensagens de Maria Santíssima dirigidas à humanidade através de crianças, religiosos anônimos e pessoas humildes revivem e sustentam a dinâmica da pedagogia divina que humilha os doutos e sábios e exalta os pequeninos e simples:
"...Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que escondeste estas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste às criancinhas; assim é, ó Pai, porque assim te aprouve." (Lc 10 : 21).
Ou então:
"Deus resiste aos soberbos, mas dá sua graça aos humildes" (Pr 3,34).
Ou ainda:
"Pode, porventura, vir coisa boa de Nazaré?" (Jo 1,46).
A Igreja de Cristo tem em Seu fundador o eterno penhor
Maria vem confirmar a excelência da doutrina cristã que, segundo Ela, encontra-se resguardada em sua pureza e integridade unicamente através da Igreja CatólicaEm todas essas grandes aparições de Maria Santíssima pelo mundo percebe-se um esforço supremo e incisivo, por parte da "Mãe do Verbo", no sentido de que os homens retornem ao Evangelho de Seu Filho Jesus, convidando-os para uma conversão sincera.
Maria vem, portanto, confirmar a excelência da doutrina cristã que, segundo Ela, encontra-se resguardada em sua pureza e integridade unicamente através da Igreja Católica.
Nessas Suas mensagens Maria vem relembrar aos homens que a Igreja, essa Instituição (tanto física como espiritualmente) está fundada sobre o sangue do sacrifício de Seu Filho, erigida sobre o primado de Pedro e de todos os apóstolos e mártires que o sucederam. E por promessa do próprio Verbo, dEle continua tendo Seu eterno penhor:
"Jesus, aproximando-se, lhes disse: Toda autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo (Mt 28,18-20).
A Igreja Católica foi única e manteve a unidade de todos os cristãos até por volta do ano 1500
Logicamente essa afirmação é incômoda para todo aquele que já se separou da Igreja, sobretudo nos dias de hoje. No entanto, convém ponderar que, excetuando o Cisma do Oriente (1054, que resultou na Igreja Ortodoxa), a Igreja Católica foiúnica e manteve a unidade de todos os cristãos até por volta do ano 1500.
Primeira missa no Brasil. A história registra que à sombra da cruz de Cristo nasciam os novos continentes, novos países, cidades, aldeias, povoados Apesar de não ser ensinado nas escolas, modernos historiadores e pesquisadores de renome como R. Thomas Woods, PhD de Harvard (2005), A. C. Crombie, David Lindberg, Edward Grant, Stanley Jaki, Thomas Goldstein, J. L. Heilbron, Rodney Stark, Kenneth Pennington, Daniel Rops, entre outros, reconhecem a extraordinária contribuição da Igreja para o desenvolvimento e a cristianização de nossa atual Civilização. A partir da queda do Império Romano e da gradativa conversão de seus chefes e reis, o Ocidente foi sendo desenhado e se consolidou pela transformação dos povos bárbaros que gradativamente iam se convertendo ao Cristianismo. (1)
Apesar dos trágicos desvios perpetrados por muitos de seus dignitários, Maria Santíssima vem deixar bem claro ao mundo que o Cristo continua no leme espiritual de Sua Igreja.
"Não rogo só por eles, mas também por aqueles que hão-de crer em mim, por meio da sua palavra, para que todos sejam um só, como Tu, Pai, estás em mim e Eu em ti; para que assim eles estejam em Nós e o mundo creia que Tu me enviaste. Eu dei-lhes a glória que Tu me deste, de modo que sejam um, como Nós somos Um. Eu neles e Tu em mim, para que eles cheguem àperfeição da unidade e assim o mundo reconheça que Tu me enviaste e que os amaste a eles como a mim." (Jo 17,20-26).
Do que se conclui: opor-se à "perfeição da unidade" proposta pelo Cristo é o mesmo que rebelar-se ao projeto de salvação proposto pelo Criador, que se concretiza na figura messiânica do próprio Cristo e de Seu legado, o Colégio Apostólico por Ele mesmo pacientemente formado durante três anos.
"Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. O ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Assim também vós: não podeis tampouco dar fruto, se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira; vós, os ramos. Quem permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer" (Jo 15,4-5).
Graves advertências de Maria Santíssima ao clero
"E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça"Por outro lado, em Suas grandes intervenções, Maria Santíssima não mede palavras e faz duras advertências para muitos sacerdotes, bispos e cardeais que, pela sua falta de fé e criminosa conduta moral, têm sido grandemente culpados pela atual situação amoral do mundo.
A Mãe do Verbo afirma que sobre esses maus religiosos pesa o desvio de muitas almas do caminho para Deus. E o mais trágico: vem alertando que a Igreja, como instituição terrena, encontra-se minada pelas forças do mal, já infiltradas e estabelecidas na alta hierarquia sacerdotal.
Segundo as graves advertências de Maria Santíssima, a Igreja Católica, por sua vez, está em vias de testemunhar seu supremo sacrifício, seguindo o exemplo de Seu fundador, Jesus Cristo, rumo ao seu próprio calvário redentor. (2)
O objetivo desse estudo é refletir que presentemente vivemos o tempo do grande sinal do céu, descrito no livro da Revelação de João, o capítulo final da história da salvação humana:
"E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça (...)" (Ap 12 : 1).
* * *
Extraordinárias intervenções celestiais na história contemporânea
Contrariando à natural necessidade humana, o comunismo inaugurou a era das primeiras escolas de ateísmo da civilização Em nosso estudo refletiremos sobre essas extraordinárias intervenções celestiais na história contemporânea.
Tentaremos avaliar os momentos políticos, sociais e espirituais locais e mundiais em que essas grandes aparições marianas ocorrem e seu contundente impacto na mentalidade materialista e ateísta de nossos tempos.
Nesse contexto, uma das mais extraordinárias aparições de Maria Santíssima teve lugar em 1917, na desconhecida e isolada aldeia de Aljustrel, diocese de Fátima, desprovida então de qualquer meio de comunicação.
No entanto, quanto mais distante da verdadeira Fé, mais difícil se torna à civilização contemporânea entender os sinais e os desígnios do Céu...
Maria envia três humildes crianças para intervir nos planos do governo oculto que dissemina sua impostura de dominação e ateísmo
No dia 6 de março de 1922 as forças anti-católicas existentes chegaram a dinamitar a primeira pequena capela erigida à Virgem por perceberem o reavivamento da fé no país —coisa que não desejavam de maneira algumaPor não mais saber olhar para o alto, o homem contemporâneo perdeu o sentido de sua própria transcendência. Sua atenção se voltou exclusivamente para aquilo que seus sentidos captam, embora se perturbe com a infinita grandeza e a perfeita ordem da criação, e que suas próprias tecnologias lhe revelam. Mesmo assim, sua tendência ao racionalismo, ao empirismo e ao materialismo, fizeram-no escravo de sua própria pequenez, e ele recusa-se teimosamente a se lançar, pelas vias da Fé e da humildade, ao que é espírito e fonte geradora de vida.
Assim, por desígnio de misericórdia do Céu, nos momentos mais críticos dos últimos séculos, quando as monarquias e a Igreja caíam ao fragor do ódio revolucionário, sob o auspicioso e subjetivo lema "fraternidade, igualdade, liberdade", iniciando o processo de implantação da dominação planetária, Maria Santíssima intensifica Sua presença maternal em Seu extraordinário papel no reavivamento e perpetuação da verdadeira Fé. Com Suas grandes intervenções em Guadalupe, Lourdes, Rue du Bac, La Salette, Fátima e outras mais recentes, a "mulher vestida de sol" do Apocalipse deixa evidente que estamos em pleno front da mais terrível batalha espiritual milenarmente enunciada pelas Sagradas Escrituras.
O ápice dessas intervenções celestiais deu-se por intermédio de três inocentes crianças pastoras com idades entre 7, 9 e 10 anos. Esses humildes pastorinhos desafiaram o governo oculto do mundo que insuflava a rebelião racionalista/materialista e manipulava a nova república revolucionária.
Essa nova república revolucionária, então, chefiada por uma composição de democratas, socialistas, livre-pensadores (maçons), marxistas e ativistas ateus intentava a todo custo extinguir a fé e a religião em Portugal.
No dia 6 de março de 1922 as forças anti-católicas existentes chegaram a dinamitar a primeira pequena capela erigida à Virgem por perceberem o reavivamento da fé no país —fato que revela claramente a hostilidade de uma cultura de rebelião e morte que passava a se alastrar desde a Revolução Francesa.
Uma Senhora mais brilhante que o sol
Com valor incomum esses pequenos pastores sustentaram corajosamente que estavam recebendo mensagens de “uma Senhora vestida toda de branco, mais brilhante que o sol, espargindo luz mais clara e intensa que um copo de cristal cheio de água cristalina, atravessado por raios do sol mais ardente.” (Ef 5:8)
Era mais uma vez Maria Santíssima, cumprindo Sua dolorosa e interminável missão de trazer Jesus aos homens ingratos e mal guiados, alertando sobre o avanço implacável das hostes inimigas de Seu Filho, agora para a batalha final entre os “filhos da luz” e os “filhos das trevas” que se acirraria na chamada era moderna (3) .
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Fontes de consulta:
1 - “Estamos agora deparados com a maior confrontação histórica por que passou a humanidade. Não creio que grande parte da sociedade americana, ou grande parte da comunidade cristã, esteja a compreender bem isto. Estamos agora a ver a confrontação final entre a Igreja e a anti-Igreja, entre o Evangelho e o anti-Evangelho. É uma provação que a Igreja deve enfrentar”."Notable and Quotable", Cardeal Karol Wojtyla, no Wall Street Journal de novembro de 1978.
2 - Irmã Lúcia, Memórias e Cartas, Depositária: L. E. Porto, 1973, p. 331-333 (com adaptações para o Português em uso no Brasil); Ayres da Fonseca, op. cit., pp. 23-24; Figueiredo, op. cit. P. 26; William Thomas Walsh, Nuestra Señora de Fátima, Espasa-Calpe, S. A., Madrid, 1960, p. 74.
3 - Sugerimos o estudo da obra Uma História que não é Contada – O Trabalho da Igreja Católica para Salvar e Construir a nossa Civilização, escrita pelo competente professor Felipe Aquino, Editora Cleofas, 2008.







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