terça-feira, 3 de maio de 2011

Nossa Senhora Aparecida

Nossa-Senhora-Aparecida.png.jpg, 19 kB

"Me disseram porém que eu viesse aqui / Pra pedir de romaria e prece / Paz nos desaventos / Como eu não sei rezar, só queria mostrar / Meu olhar, meu olhar, meu olhar"
— Romaria, música e letra de Renato Teixeira.

Exatamente no mesmo ano de 1717, quando a Maçonaria era instituída por Anderson na Inglaterra em secreta oposição a Cristo e Sua Igreja (cf. 13.- A Gnose relativiza o mal como mera contraparte do bem até inverter-lhes o sentido), em meados daquele mesmo ano ocorre outra providencial intervenção do Céu, através de Maria Santíssima.

Agora, a intervenção dava-se em terras do Cruzeiro do Sul.

Acirrada batalha entre a Mulher e a serpente

Da mesma forma como o governo oculto do mundo, em terras européias, dava início ao seu processo de sedução e enleamento de mentes sábias e ilustres aos olhos do mundo, atraídas pela falsa luz dos "antigos mistérios", Maria Santíssima dava início a um novo chamado, em terras brasileiras, para a formação de Seu exército, composto de almas simples e sinceras, fiéis e confiantes nos desígnios do Senhor.

Desde o descobrimento do Brasil cultiva-se aqui a devoção de Nossa Senhora. Os portugueses descobridores do país tinham-na aprendido e usado desde a infância; os primeiros missionários recomendavam e propagavam-na. Aonde se fundavam cidades, construíram-se igrejas em honra de Nossa Senhora Aparecida e celebravam-se com grandes solenidades as suas festas. Foi certamente em recompensa desta constante devoção que a Virgem Santíssima quis estabelecer no Brasil um centro de sua devoção, um trono de graças, um santuário em nada inferior aos grandes santuários de outros países.

Data o ano de 1717 a origem da romaria de Nossa Senhora Aparecida. Três pescadores, de nome Domingos Garcia, João Alves e Felipe Pedroso, moradores nas margens do rio Paraíba, no município de Guaratinguetá/SP, estavam um dia pescando em suas canoas, sem conseguir durante longas horas pegar peixe algum. Lançando João Alves mais uma vez a sua rede na altura do Porto de Itaguaçu, retirou das águas o corpo de uma imagem, mas sem cabeça e, lançando mais abaixo de novo a rede, colheu também a cabeça. Envolveu-a em um pano e continuou a pesca. Desde aquele momento foi tão abundante a pescaria, que em poucos lances encheram as canoas e tiveram de suspender o trabalho para não naufragarem. Eram certamente extraordinários esses fatos: O encontro da imagem, da qual nunca se soube que a tivesse atirado à água, o encontro da cabeça a qual naturalmente devia ser arrastada mais longe pela correnteza da água, e além disto dificilmente podia ser colhida em rede de pescador, enfim, a pesca abundante que seguiu o encontro da imagem. Os pescadores limparam, pois, com grande cuidado e respeito a misteriosa figura e com grande satisfação verificaram que era uma imagem de Nossa Senhora da Conceição. Colocaram-na no oratório de sua pobre morada e diante dela começaram a fazer suas devoções diárias.

Não tardou a Virgem Santíssima a mostrar por novos sinais que tinha escolhido essa imagem para distribuir favores especiais aos seus devotos. Diversas vezes as pessoas que à noite faziam diante dela as suas orações, viam luzes de repente apagadas e depois de um pouco reacendidas sem nenhuma intervenção humana. Logo, já não eram somente os pescadores os que vinham rezar diante da imagem, mas também muitas outras pessoas das vizinhanças. Construiu-se dentro em pouco um oratório e após alguns anos, com a intervenção do vigário da paróquia, uma capelinha. As graças que Nossa Senhora ali concedia aumentavam e com elas cresceu a concorrência do povo. Impunha-se a construção de uma capela maior, e em lugar mais elevado. Estava ali perto o Morro dos Coqueiros, o mais vistoso de todos os altos que margeiam o Paraíba. Ali, pois, no cume do morro foi começada em 1743 a construção de uma capela espaçosa, a qual foi terminada em 1745; no dia 26 de julho foi benta e celebrou-se nela a primeira Missa. A imagem de Nossa Senhora da Conceição, já então chamada por todos de Aparecida, estava em seu lugar definitivo e o morro que escolheu para fixar sua residência, tomou por ela seu nome.

Aparecida tornou-se desde então conhecida pelos Estados vizinhos e por todo o Brasil. Numerosas caravanas de romeiros vinham mesmo de grandes distâncias, em viagens penosas de dias e semanas para visitarem Nossa Senhora Aparecida, lhe renderem graças e pedirem proteção. O nome de Nossa Senhora sempre foi no Brasil por todos invocado em momentos de aflição e perigo e sua devoção é praticada em quase todas as casas.

A capela de Nossa Senhora Aparecida, durante o tempo, foi por diversas vezes reformada, tornou-se igreja até chegar a atual basílica. A partir de 1894, o prelado constatou número insuficiente de sacerdotes e por isso obteve a vinda de religiosos da Congregação Redentorista que passaram a exercer a direção espiritual da igreja e das romarias.

Novo progresso trouxe o ano jubilar de 1900, em que por iniciativa do bispo do Rio de Janeiro e do Bispo de São Paulo, foram organizadas peregrinações diocesanas e paroquiais ao Santuário de Nossa Senhora Aparecida. Desde então, além dos romeiros que vem sós ou em pequenos grupos, chegam anualmente em Aparecida numerosas peregrinações chefiadas pelo respectivo bispo ou vigário, contando com milhares de romeiros vindos de todos os pontos do Brasil.

Um grande dia foi para os devotos de Nossa Senhora Aparecida o dia 08 de setembro de 1904 (dia de Nossa Senhora da Imaculada Conceição), em que a imagem foi coroada por ordem do Santo Padre. Assistiram à grande solenidade o Núncio Apostólico e todo o episcopado de diversas regiões do Brasil, além do presidente da República, através de seu representante. Todo o episcopado e o povo fizeram solene consagração a Nossa Senhora Aparecida com entusiásticas ovações a Nossa Senhora no momento de sua coroação.

Depois da coroação, o Santo Padre concedeu ao santuário de Aparecida mais outros favores: Ofício e missa própria de Nossa Senhora Aparecida, indulgências para os romeiros que vem em peregrinação ao Santuário. Em 1908 elevou a Igreja de Nossa Senhora à dignidade de Basílica. Por esse motivo ela foi solenemente sagrada a 5 de setembro de 1909 e no ano seguinte foram nela depositados os ossos de São Vicente Mártir, trazidos de Roma com permissão do Papa.

Nas festas e no congresso sempre se manifestou o desejo que Nossa Senhora Aparecida fosse declarada oficialmente padroeira do Brasil e o episcopado apresentou este desejo ao Santo Padre. Acolheu o Papa Pio XI favoravelmente os pedidos dos bispos e dos católicos do Brasil e, por decreto de 16 de julho de 1930 proclamou a Virgem Aparecida Padroeira principal de todo o Brasil.

Em 1967, ao completar-se 250 anos da devoção, o Papa Paulo VI ofereceu ao Santuário o Título de “Rosa de Ouro”, reconhecendo a importância da santa devoção.

Em 04 de julho de 1980, o Papa João Paulo II, em sua histórica visita ao Brasil, consagrou a Basílica de Nossa Senhora Aparecida em solene missa celebrada, revigorando a devoção à Santa Maria, Mãe de Deus.

No mês de maio de 2004, o Papa João Paulo II concedeu indulgências aos devotos de Nossa Senhora Aparecida, por ocasião das comemorações do centenário da coroação da imagem e proclamação de Nossa Senhora como Padroeira do Brasil .

Testemunhos de muitos milagres

Oração
A sala dos ex-votos do Santuário é um testemunho eloquente sobre as inúmeras graças alcançadas pelo povo brasileiro

No entanto, a Mãe de Jesus, assim como Seu Filho, têm um carinho especial pelos pobres e os menos favorecidos, por aqueles subjugados pelo trabalho e pelos escravos dos vícios, que procuram a sua poderosa proteção, a fim de ficarem curados e se reintegrarem à sociedade.

Quando percorremos os olhos pelos Evangelhos, temos idéia de que verdadeiramente eram os simples de coração quem acolhiam a Nosso Senhor e Sua mensagem.

Cegos recobram a visão, coxos voltam a andar, cardíacos condenados à morte pela medicina ficam completamente curados e cheios de vida, mudos voltam a falar e muitos outros notáveis milagres, fazem parte de uma imensa lista de ocorrências divinas, pela intervenção intercessora de Nossa Senhora da Conceição Aparecida.

Na parte inferior do Santuário a sala dos milagres, ou sala dos ex-votos é um testemunho eloquente sobre a Misericórdia de Deus que se realiza na vida das pessoas de fé que a Ele recorrem, através de Maria Santíssima.

Registros do Livro da Cúria Diocesana de Aparecida

Basílica antiga
Testemunhos curiosos que se encontram registrados no Livro da Cúria Diocesana em Aparecida

Como exemplo, citamos dois fatos ocorridos na época do Brasil Colonial, testemunhos curiosos que se encontram registrados no Livro da Cúria Diocesana em Aparecida.

Naquela época, muitos escravos não suportando o trabalho intenso e os cruéis castigos que recebiam nas senzalas, que aos poucos corroíam as suas forças e lhes tiravam a vida, arriscavam-se e fugiam.

Era preciso tentar a liberdade, desaparecer daquele ambiente onde o trabalho representava um tormento insuportável e a morte.

Entretanto, na mentalidade vaidosa dos senhores de escravos, aqueles homens que administravam os empregados da fazenda, a fuga de um escravo representava uma ofensa moral imperdoável, que exigia uma pronta reparação e imediata repressão.



PRIMEIROS MILAGRES



MILAGRE DAS VELAS
Estando a noite serena, repentinamente as duas velas que iluminavam a Santa se apagaram. Houve espanto entre os devotos, e Silvana da Rocha, querendo acendê-las novamente, nem tentou, pois elas acenderam por si mesmas. Este foi o primeiro milagre de Nossa Senhora.

História: O escravo Zacarias estava sendo reconduzido à fazenda de onde fugira, em Curitiba (PR). Preso por grossas correntes, ao passar perto do Santuário, Zacarias pediu ao seu feitor que o deixasse rezar na porta da Capela da Santa Aparecida.

Recebendo autorização, o escravo se ajoelhou e rezou uma prece sentida.

O que teria pedido? De seus pedidos não sabemos. Mas sabemos a resposta da Virgem Negra lhe deu: as correntes milagrosamente se soltaram, deixando-o livre e feliz.


O cavaleiro ateu

Um cavaleiro que passava por Aparecida, vendo a fé dos romeiros, zombou
deles e tentou entrar na igreja a cavalo para destruir a imagem da santa. Na
tentativa, as patas do cavalo ficaram presas na escadaria da igreja. Até
hoje pode-se ver a marca de uma das ferraduras em uma pedra, na sala dos
milagres da Basílica Nova.

A cura da menina cega
Uma menina cega, ao aproximar-se, com a mãe, da Basílica, olhou em direção a
ela e, de repente, exclamou "Mãe, como aquela igreja é bonita." Estava
enxergando, perfeitamente curada.

História: Corria o ano de 1874, Dona Gertrudes Vaz e sua filhinha, cega de nascença, levaram três meses de viagem de Jaboticabal (SP) a Aparecida (SP).

A menina tinha ouvido falar da história da ‘pesca milagrosa’ e queria muito visitar Nossa Senhora Aparecida.

Ao chegarem, ainda na estrada poeirenta, a menina fixou o horizonte e exclamou: ‘Olhe, mamãe, a capela da Santa!’.

Dona Gertrudes percebeu que tanto sacrifício tinha valido a pena. Mãe e filha, a ceguinha agora curada, foram rezar agradecidas, ajoelhadas aos pés de Nossa Senhora Aparecida.

MENINO NO RIO
O Pai e o filho foram pescar, durante a pescaria a correnteza estava muito forte e por um descuido o menino caiu no rio e não sabia nadar, a correnteza o arrastava cada vez mais rápido e o pai desesperado pede a Nossa Senhora Aparecida para salvar o menino. De repente o corpo do menino para de ser arrastado, enquanto a forte correnteza continua e o pai salva o menino.

História: Em 1862, o menino Marcelinho, de três anos de idade, brincava no terreiro da casa de seus pais. A casa ficava à margem do Rio Paraíba do Sul, em Aparecida.

Ao subir no piloto do barco, a criança caiu de ponta-cabeça no rio. Não muito distante, dois pescadores assistiram à cena e gritaram por socorro.

Dona Angélica e sua filha Antônia se ajoelharam pedindo à Virgem Aparecida que acudisse o pequeno Marcelino.

O pai logo correu para sua canoa e, remando em desespero, alcançou o filho que já estava distante, na curva do Morro das Pitas.

Agarrou- o pelos cabelos e viu que, milagrosamente, o menino permanecia boiando e sem engolir a água do rio.


O CAÇADOR
Um caçador estava voltado de sua caçada já sem munição, derepente ele se deparou com uma enorme onça. Ele se viu encurralado e a onça estava prestes a atacar, então o caçador pede desesperado a Nossa Senhora Aparecida por sua vida, a onça vira e vai embora.

Imagem original de Chico Santeiro e site Cultura Brasileira.

O pequeno mendigo paralítico

Santo Afonso de LigórioSão Geraldo Majela
Padres redentoristas de destaque: Santo Afonso de Ligório (+1787) e São Geraldo Majella (+1755)

Narra um Missionário Redentorista do começo do século: "A imagem de Nossa Senhora Aparecida que levamos conosco parece exercer uma atração especial, pois muito e piedosamente se rezava diante dela.Depois da volta dos missionários, veio de Barra Mansa uma notícia sobre o milagre, acontecido durante a renovação da missão em Queluz, em outubro de 1903. Um menino de 10 a 11 anos, quase paralítico, foi a Queluz durante a renovação, para pedir esmolas. Um dos missionários, com a esmola, deu-lhe o conselho de fazer uma novena a Nossa Senhora Aparecida. O pequeno seguiu o conselho e após alguns dias, estava andando livremente; veio até Aparecida cumprir sua promessa".

A Congregação Redentorista chegou ao Brasil em 1893. Em 1894 padres redentoristas alemães chegam à Aparecida. Até o dia de hoje são os responsáveis espirituais pelo Santuário de Aparecida.


Local de fé e peregrinação

Peregrinação
O Santuário atende cerca de 8 milhões de romeiros por ano

Devido ao número de fiéis cada vez maior, em 1834 teve início da construção da chamada Basílica Velha. O ano de 1928 marcou a passagem do povoado nascido ao redor do Morro dos Coqueiros a município.

Um ano depois, o papa Pio XI proclamava a santa como Rainha do Brasil e sua padroeira oficial.

A necessidade de um local maior para os romeiros era inevitável e em 1955 teve início a construção da Basílica Nova, que em tamanho só perde para a de São Pedro, no Vaticano.

O arquiteto Benedito Calixto idealizou um edifício em forma de cruz grega, com 173m de comprimento por 168m de largura; as naves com 40m e a cúpula com 70m de altura, capaz de abrigar 45 mil pessoas. Os 272 mil metros quadrados de estacionamento comportam 4 mil ônibus e 6 mil carros. Tudo isso para atender cerca de 7 milhões de romeiros por ano.

O atentado à imagem

Imagem de Nossa Senhora Aparecida
Após o atentado, os quase duzentos fragmentos da imagem foram levados para o Museu de Arte de São Paulo, onde a imagem foi restaurada pelos artistas Pietro Maria Bardi e Maria Helena Chartuni

No dia 15 de maio de 1978, Rogério Marcos de Oliveira, na época com 19 anos, acompanhou uma pregação do pastor de uma Igreja Pentecostal do Município Paulista de São José dos Campos. O tema do fervoroso culto era sobre a Mãe de Jesus. Mas, na verdade, o pastor motivava sua assembéia a quebrar quaisquer imagens sacras que possuíssem, principalmente as de Nossa Senhora Aparecida que, segundo ele, seria um instrumento de Satanás.

Ao ouvir a ordem do pastor, o jovem Rogério Marcos ficou tão transtornado com a pregação anti-mariana que, naquela noite, segundo ele próprio relatou, teria recebido "um aviso de Deus" em sonho, ordenando-lhe a quebrar a imagem original de Nossa Senhora Aparecida, que ainda estava na Basílica Velha.

No dia seguinte, 16 de maio de 78, acordou bem cedo e seguiu decidido para a Cidade de Aparecida do Norte. Chegando à Basílica, permaneceu debaixo de nicho até o entardecer quando, quebrando o vidro de proteção, retirou a imagem, reduzindo-a a 165 pedaços. Os romeiros, presentes neste momento na Basílica, gritavam perplexos: "Herege! Herege!"

Os cacos foram levados para o Museu de Arte de São Paulo, onde a imagem foi restaurada pelos artistas Pietro Maria Bardi e Maria Helena Chartuni. Ela voltou à cidade num carro do Corpo de Bombeiros, seguida por um grande cortejo de fiéis, no dia 19 de agosto.

Rogério Marcos não foi preso, pois constatou-se insanidade mental.

No exato momento em que a imagem da Padroeira foi quebrada houve escuridão e tempestade

São José dos Campos
No exato momento em que a imagem da Padroeira foi quebrada (20h10), a luz elétrica se apagou em todo o Vale do Paraíba

Destacamos trecho de um artigo (Folha de S. Paulo, 29-5-78) no qual o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, se refere a um sacrílego atentado realizado contra a imagem da Padroeira do Brasil em seu Santuário Nacional.

Na edição da Folha de S. Paulo, 29-5-78, lê-se que no dia 16 de maio de 1978, o herege Rogério Marcos de Oliveira quebrara o vidro do nicho onde se encontrava a verdadeira imagem de Nossa Senhora Aparecida, na Basílica velha. Ao tentar levá-la consigo, na fuga, derrubou-a. Dessa forma, a imagem partiu-se em pedaços.

No exato momento em que a imagem da Padroeira foi quebrada (20h10), a luz elétrica se apagou em todo o Vale do Paraíba.

Na tarde daquele dia, uma tempestade de pó varrera a cidade. A ventania fora tão forte que o próprio comércio fechou as portas.

Consagração do Brasil à Nossa Senhora

Em grande manifestação pública no dia 31 de maio de 1931, o episcopado nacional, diante da milagrosa imagem levada triunfalmente ao Rio de Janeiro em trem-santuário, na presença das maiores autoridades civis, militares, e em união com todo o povo — mais de um milhão de pessoas — consagrou o País a Nossa Senhora da Conceição Aparecida.

Maior e mais visitado santuário mariano do mundo

Santuário mariano de Aparecida do Norte
Aparecida: maior Santuário Mariano do mundo pode ser considerado também um dos maiores em termos de visitação

Atualmente, o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida recebeu em 2007 o maior número de peregrinos de sua história.

No total, 8.511.733 milhões de pessoas visitaram a casa da padroeira do Brasil em 2007, movimento recorde em toda a história do Santuário, cujo início da construção da Basílica nova data de 1955.

Segundo destaca a assessoria de imprensa do Santuário, esse resultado mostra que o maior Santuário Mariano do mundo pode ser considerado também um dos maiores em termos de visitação, se comparado com Santuários como Lourdes, Fátima e Basílica de São Pedro, em Roma.

Conclusão

Embora em terras brasileiras Maria Santíssima não tenha Se apresentado através de uma aparição tradicional, ainda assim, sob o ponto de vista de nosso estudo, Sua mensagem fica evidente na poderosa força de atração espiritual que cada vez mais exercem Sua presença e Seu Santuário sobre a devoção incondicional de Seus milhões de filhos e filhas.

É impossível separar a história cultural de nosso povo da veneração à Nossa Senhora da Conceição Aparecida, a padroeira do Brasil.


Reflexões

Seria impossível enunciar e descrever os favores que Nossa Senhora Aparecida já tem concedido aos seus devotos em suas necessidades, muitas vezes mesmo milagrosos que a todos deixam admirados. Seria igualmente impossível contar os benefícios espirituais que ela tem concedido pela conversão de pecadores há muito afastados de Deus, pela tranqüilidade restituída a muitas consciências e por inúmeras outras graças espirituais. A devoção a Nossa Senhora da Conceição Aparecida, aprovada pela Santa Igreja e confirmada por tantos milagres, é de sumo proveito para todos, e deve ser praticada por todos os habitantes desta terra em que é gloriosa Rainha.

História: A festa da Coroação da Imagem foi realizada solenemente no dia 8 de setembro de 1904, com a coroa de ouro e brilhantes doada pela Princesa Isabel.

Tal privilégio foi concedido pelo Cônego da Basílica de São Pedro, em Roma, a pedido de Dom Joaquim Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti, arcebispo do Rio de Janeiro e primeiro Cardeal da América Latinha.

Foi uma grande festa religiosa evento inaudito para aqueles tempos: uma concentração de povo nunca antes acontecida no Brasil, reunindo em Aparecida cerca de 15 mil pessoas, 12 bispos, muitos sacerdotes.

E o povo festejou e aclamou: Nossa Senhora é Rainha porque é Mãe do Rei, Jesus!

Foto: CDM– Santuário Nacional


História: A 16 de julho de 1930, o Papa Pio XI declarou Nossa Senhora Aparecida Padroeira do Brasil.

No Rio de Janeiro, então capital do Brasil, no dia 31 de maio de 1931, diante da multidão de cerca de 1 milhão de pessoas, de autoridades eclesiásticas, civis, militares e do próprio Presidente da República, Dr. Getúlio Vargas, Nossa Senhora foi aclamada Padroeira e Rainha do Brasil.

A viagem da Imagem, em trem especial da Central do Brasil, foi apoteótica tanto na ida como na volta. O povo piedoso, de joelhos ao longo da estrada, de mãos erguidas, à Virgem suplicava.

Foi grande a festa sem fim a emoção que até hoje nos toca o coração.

Foto: CDM/ Esplanada do Castelo – Rio de Janeiro

Festa da Padroeira nem sempre foi comemorada em 12 de outubro

Redação Santuário Nacional

O Santuário Nacional de Aparecida é procurado pelos devotos de Nossa Senhora durante todo o ano.

Hoje, oficialmente a Festa de Nossa Senhora Aparecida é realizada no dia 12 de outubro, no entanto, nem sempre foi comemorada nesta data.

No ano de 1745, a Festa de Nossa Senhora Aparecida era celebrada no dia 8 de dezembro, já que neste dia a Igreja comemora a festa da Imaculada Conceição de Maria.

Já em 1878, a festa de Nossa Senhora foi comemorada no encerramento do mês de maio com uma celebração festiva e procissão à tarde com a Imagem.

Foi em 1894 que os devotos de Nossa Senhora Aparecida receberam um presente de Dom Joaquim Arcover, através da Faculdade da Santa Sé.

Ficou determinado para o quinto domingo depois da páscoa, a celebração de uma festa própria em louvor a Mãe Aparecida.

Portanto, até o ano de 1895 Nossa Senhora Aparecida era agraciada com três festas durante o ano.

Durante os anos de 1904 a 1911, a festa oficial da Padroeira passou a ser comemorada com uma celebração especial no primeiro domingo do mês de maio.

Após a reforma litúrgica realizada em 1911, a festa de oficial de Nossa Senhora Aparecida foi transferida para o dia 11 de maio.

Na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil realizada em 1953, ficou determinado que a festa fosse celebrada definitivamente no dia 12 de outubro.

O dia 12 de outubro só foi decretado feriado nacional no dia 30 de junho de 1980, quando o então Presidente da República em exercício, João Batista Figueiredo, aproveitou a visita do Papa João Paulo II ao Brasil para decretar feriado federal.

Atualmente a celebração da Novena e Festa da Padroeira do Brasil é realizada entre os dias 3 a 12 de outubro.

Muitos fieis vêm de longe para participar deste momento de oração e louvor a Nossa Senhora Aparecida.

Fonte: CDM – Centro de Documentação e Memória “Pe. Antão Jorge”

Siga o A12 no twitter.com/portal_a12


Nova graça alcançada pela intercessão da Mãe Aparecida é retratada na Festa da Padroeira

Redação A12

Uma nova graça alcançada através da intercessão de Nossa Senhora Aparecida será retratada durante aNovena e Festa da Padroeira 2010.

Esta novidade será refletida como tema na novena entre os milagres já conhecidos da Virgem encontrada nas águas do Rio Paraíba.

Entre as várias narrações deixadas na Sala das Promessas o grupo de teatro do Santuário NacionalMensageiros da Paz, encontrou um fato que será representado como a ação da Mãe Aparecida na vida dos milhares de devotos de todo Brasil.

O fato será encenado no durante a trajetória da Procissão Memória, que sai da Tribuna Papa Bento XVI e segue até o Porto Itaguaçú, após o último dia da novena das 19h.

Trata-se da história de uma criança de 3 anos de idade que caiu em um poço de 10 metros de profundidade, no qual 3 metros estavam cobertos de água.

Preocupada com o filho, a mãe do menino ajoelhou-se diante do poço enquanto aguardava socorro, e pediu a Nossa Senhora Aparecida que salvasse seu filho.

Quando o salvamento chegou até a criança, esta permanecia boiando com a cabecinha para fora da água.

Quando a criança foi retirada do poço, o menino calmamente disse à mãe que viu Nossa Senhora Aparecida e que ela o segurava no poço não deixando que afundasse.

Segundo o prefeito de Igreja do Santuário Nacional, padre Rodrigo Arnoso, este fato representa as obras que a Senhora Aparecida faz na vida das pessoas.

“São muitas as graças que as pessoas testemunham que avançaram através da intercessão de Nossa Senhora Aparecida, que agiu no passado e que continua a agir em favor dos seus filhos e filhas”, afirmou o padre.

Sala das Promessas – Diante de muitos relatos de graças alcançadas, a Sala das Promessas é um local muito procurado pelos devotos para fazer os seus pedidos.

Nossa Senhora Aparecida é invocada na Sala das Promessaspor todos os seus filhos. Seja por mulheres que procuram ser mães, mães que pedem por seus filhos, pais, filhos, jovens e crianças.

A gratidão por um pedido atendido é exposta na forma do ex-voto que carrega histórias de fé e confiança na Mãe.

Padre Rodrigo Arnoso definiu o local como um grande retrato.

“Um retrato formado pelos inúmeros devotos de Nossa Senhora, que através de uma fé muito fervorosa pediram uma graça, e esta graça foi alcançada por meio de Nossa Senhora, junto a Deus”, disse o padre.

A Sala das Promessas está localizada no subsolo do Santuário Nacional. Clique aqui e saiba mais.

Sala das Promessas localizada no subsolo do Santuário Nacional.

Siga o A12 no twitter.com/portal_a12

Santuário Nacional: twitter.com/padroeira


Nenhum comentário:

Postar um comentário