quarta-feira, 15 de junho de 2011


Santa Germana Cousin


Em Pibrac (França), nasceu em 1579, feia, um pouco disforme e com a mão direita quase paralisada. A mãe faleceu pouco depois de a dar à luz. O pai só sabia dedicar-lhe aversão. A mulher com quem se tornou a casar, odiava-a. Trataram-na menos bem que aos seus animais domésticos. Obrigavam-na a dormir no estábulo ou debaixo da escada do prédio, sobre hastes de videira; só lhe davam a comer pão seco; proibiam-na de dirigir a palavra aos filhos da sua madrasta.
Desde a idade de nove anos até aos 22, em que morreu, Germana guardou as ovelhas do pai. Parece que não sabia ler. Usava sempre o terço na mão e assistia à Missa todos os dias. Deixava então os rebanhos confiados a Deus; e eram bem guardados, tanto que os lobos não lhe apanharam nem uma só cabeça. E também elas nunca lhe aproveitaram a ausência para ir pastar no terreno do vizinho, não ultrapassando o limite que ela lhes marcava, antes de partir, cravando o seu cajado no chão.
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Jesus Cristo, que ela amava e que a amava, dava-lhe grandes consolações. Tirava-a de dificuldades, quando era preciso, fazendo os respectivos milagres. E continuou a multiplicá-los tanto, a pedido dela desde que se encontrou no céu, que Pio IX julgou dever beatificar (1854) e canonizar (1867), com tão pouco intervalo, esta humilde jovem, tão desprezada enquanto viveu.
O pai encontrou-a morta numa manhã, em Junho de 1601, debaixo da escada. Foi enterrada na igreja de Pibrac, onde os seus restos são ainda honrados.

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